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Google quer 100% de energia renováveis

por Mäyjo, em 02.12.14

Google quer 100% de energia renováveis

O Google continua a sua estratégia de ter, a médio prazo, 100% de toda a sua energia fornecida por fontes renováveis. O último capítulo nesta epopeia foi um acordo recente com a empresa eólica sueca Eolus Vind, que fornecerá energia de 29 turbinas localizadas no sul da Suécia, num total de 59 megawatts nos próximos dez anos.

As quintas estão localizadas em locais diferentes, para diminuir os riscos de quebra no fornecimento de electricidade, e serão activadas em 2015.

No final do ano passado, explica o Business Week, o Google anunciou um investimento de €55 milhões (R$ 180 milhões) numa quinta eólica de 182 megawatts no Texas, Estado Unidos, que deverá arrancar no final do ano. Toda a energia gerada aqui será utilizada pelo gigante da tecnologia de informação.

“Estamos sempre à procura de formas de aumentar a quantidade de energia renovável que usamos”, explicou o director-geral de infra-estruturas do Google, François Sterin, que nos últimos anos tem passado muito do seu tempo a pesquisar o tema das renováveis.

O Google já gastou mais de €730 milhões (R$ 2,4 mil milhões) em investimentos na energia eólica e solar, num total de 2 gigawatts gerados – o suficiente para electrificar 500 mil casas norte-americanas durante um ano.

Em Agosto, 33% da energia utilizada pelo Google vinha de fontes renováveis, mas a gigante norte-americana ainda não tem uma data para o final deste projecto sustentável.

Foto:  Charles Ovens / Creative Commons

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publicado às 23:25

20ª Conferência Climática arranca hoje em Lima, no Peru

por Mäyjo, em 02.12.14

20ª Conferência Climática arranca hoje em Lima, no Peru

Começa hoje a 20ª Conferência das Partes (COP20) da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, que decorrerá até 12 de Dezembro na capital do Peru, Lima, e onde o grande objetivo é preparar um novo acordo global a alcançar na 21ª reunião, que terá lugar em Paris, no próximo ano.

Na COP 17, em 2011, os governos criaram a Plataforma de Durban para reforçar as acções climáticas. As negociações desta plataforma culminarão precisamente em 2015, na COP 21 de Paris, onde as partes – os Governos – vão decidir sobre a próxima fase do acordo climático global. O sucesso ou fracasso de Paris dependerá em grande parte do que se passará agora em Lima. “É aí que se vão definir os parâmetros deste acordo global”, explica ONG ambiental portuguesa, Quercus.

A COP20 acontece no rescaldo de vários momentos chaves da luta climática. “As marchas climáticas que ocorreram um pouco por todo o mundo, em Setembro; a Cimeira especial das Nações Unidas em Nova Iorque e, por fim, o recentemente divulgado 5º Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês)”, continua a Quercus.

Recorde-se que a Europa definiu, no final do mês de Outubro, as suas metas de emissões de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2030, no sentido de alcançar uma redução de pelo menos 40% nesse período temporal. Ao mesmo tempo, definiu objectivos para 2030 relativamente às energias renováveis, eficiência energética e interligações de electricidade entre países.

Mais recentemente, os Estados Unidos anunciaram uma redução das suas emissões em 28% entre 2005 e 2025 e a China comprometeu-se a começar a reduzir as suas emissões até 2030.

“Embora as metas em causa não assegurem que o aumento da temperatura do planeta fique abaixo dos 2o Celsius (ou preferencialmente abaixo dos 1,5oC em relação à era pré-industrial – o aumento verificado até agora foi de 0,8oC), constituem sem dúvida uma intenção importante no quadro das negociações que vão decorrer. O caminho para um futuro climático seguro ainda é possível, dependendo da ambição e da natureza vinculativa dos compromissos a assumir pelos diferentes países”, explica a Quercus, que estará em Lima a partir de 5 de dezembro – faz parte da delegação portuguesa como organização não-governamental – e escreverá todas as novidades no seu blog, Facebook e Twitter.

Foto: Piotr Drabik / Creative Commons

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publicado às 18:55

Tecnologia limpa transforma água em combustível

por Mäyjo, em 02.12.14

 

A Sunfire, empresa de tecnologias limpas alemã, desenvolveu uma plataforma que converte H2O e CO2 (dióxido de carbono) em gasolina sintética, diesel e querosene – também conhecidos como hidrocarbonetos líquidos.

Segundo o Planeta Sustentável, a técnica é baseada no processo de Fischer-Tropsch juntamente a células eletrolisadoras de óxido sólido (SOECs, na sigla em inglês). Os SOECs são usados para converter energia elétrica – fornecida por fontes renováveis, como a eólica e solar – em vapor. Depois, o oxigémio é removido deste vapor para produzir hidrogénio.

Será esse hidrogénio que é utilizado para reduzir o CO2 – captado da atmosfera, precipitado de biogás ou recolhido utilizando processamento de resíduos de gás – em monóxido de carbono (CO); e o H2 e o CO resultantes são então sintetizados em combustível de alta pureza utilizando o processo de Fischer-Tropsch. O excesso de calor do processo é depois utilizado para criar mais vapor. Assim, garante a Sunfire, a taxa de eficiência chega aos 70%.

A capacidade de reciclagem de CO2 do equipamento atualmente é de 3,2 toneladas por dia, produzindo um barril de combustível durante o mesmo período. “Este equipamento permite-nos provar a viabilidade técnica em escala industrial”, explicou Christian von Olshausen, CTO da Sunfire.

“Agora é uma questão de factores regulatórios acertarem-se de modo a darem aos investidores um nível suficiente de segurança no planeamento. Assim que tal acontecer, será possível dar início à substituição, passo-a-passo, de combustíveis fósseis. Se queremos alcançar a autonomia de combustível no longo prazo, precisamos de começar hoje”, concluiu.

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publicado às 18:49

A Agricultura Biológica - a afirmação de um Movimento de reaproximação da Natureza

por Mäyjo, em 02.12.14

Neste artigo recorda-se as origens do Movimento da Agricultura Biológica, no pós-II Guerra Mundial e faz-se uma apresentação das estatísticas que caracterizam o setor na atualidade e a sua evolução nos últimos anos a nível global, europeu e nacional.

Perspetiva histórica

A Agricultura Biológica é o modo ancestral de exploração agrícola, mas apenas surgiu como movimento em meados do século XX como reação ao recurso cada vez mais frequente na prática agrícola a químicos de síntese.

O uso destes químicos começou com a revolução industrial (séculos XVIII e XIX) mas sofreu um grande impulso no pós-II Guerra Mundial quando os produtos de síntese utilizados no fabrico de munições e na luta química foram transformados em fertilizantes e inseticidas poderosos.

Estes desenvolvimentos conduziram à vulgarização do uso dos fertilizantes e dos pesticidas na agricultura, a par da generalização da irrigação a grande-escala. Foi em resposta estas alterações das práticas tradicionais que surgiu a Agricultura Biológica cujo objetivo é restaurar o equilíbrio perdido como resultado do rápido desenvolvimento tecnológico, que teve custos ambientais.

Em contraste com os métodos agrícolas mais modernos, a Agricultura Biológica apresenta-se uma alternativa “naturalista” que se baseia no uso da rotação de culturas, de estrume e composto como adubo e do recurso a métodos biológicos, culturais e físicos de controlo de pragas, rejeitando o recurso a químicos de síntese com efeitos nocivos para o Ambiente.

A notoriedade da Agricultura Biológica foi crescendo timidamente nas décadas que se seguiram aos seu aparecimento, tendo em 1972 sido fundada a Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Biológica (International Federation of Organix Agriculture Movements – IFOAM) que foi a responsável pela criação dos padrões pelos quais se regem as práticas de Agricultura Biológica a nível mundial.

Mas foi a partir da década de 1990 que a Agricultura Biológica começou a ganhar mais notoriedade, acompanhando a crescente consciencialização da sociedade no que diz respeito aos impactos da Agricultura convencional no Ambiente, e simultaneamente o crescente desejo de uma reaproximação da Natureza, que conduziu ao aumento da procura de produtos mais “naturais”.

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publicado às 14:05


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